domingo, 14 de fevereiro de 2016

Eu sou assim...

Eu sou assim mesmo, tenho o gosto de inocência em minha boca.
Quero tudo ao mesmo tempo e não me conformo com respostas pela metade.
Esta minha mania de querer explicação pra tudo já me rendeu algumas dores de cabeça. Mas é assim mesmo, eu gosto de puxar o fio da meada, dar os nós,
tecer os fios e fazer a colcha.
Gosto de gente por inteira e que como eu, muda sempre que for preciso,
mas nunca se dá pela metade. Espere sempre isso de mim.
Alegria pra mim tem que ser completo, o choro tem que ser as bicas.
Sou exagerada por natureza, por isso se for me abraçar que seja bem forte e
bem intenso. Meus sonhos são imensos e
se misturam com realidade de tal forma que me atrapalho.
Não me traga questões complexas, pois costumo tentar definir e
decifrar ao mesmo tempo, mas meu limite é pequeno;
se não resolvo na hora, costumar deixar em um canto.
Cuidado comigo, sou bruta e não aceito grosserias. Costumo revidar,
mas não com a mesma moeda, revido com a minha que pode ser o silêncio ou
um largo e atrapalhado discurso. Sou também meio bicho do mato,
gosto do meu canto, por isso posso sair por ai,
mas voltar depressa para meus cheiros, meus lençóis, meu refúgio.
Sou também cheia de projetos, desde fazer uma viagem à África por uma boa causa social, escrever um livro, que, aliás, nunca comecei, até criar uma ONG.
Nada me amedronta, nem a distância, nem a lonjura, aliás,
me amedronta o egoísmo, a inveja, a maldade, a dureza do coração.
O resto eu vou levando, nem sempre com o jeitinho que eu gostaria, mas levo.
Queria ser melhor, mas faço o que posso. Apesar de tudo, meu coração é de açúcar. Se brigo, no mesmo instante me arrependo e volto atrás.
Gosto muito de tocar o coração e da mesma forma um afago me derrete.
Um dia estou triste e no outro novinha em folha e ainda me emociono com flores, carinho, bondade, amor. Experimente me entender, neste emaranhado de coisas.
Para mim o mundo é pequeno e nada me amedronta.
E eu ainda acabo acreditando que o pra sempre é de verdade e o nunca mais,
ilusão.
 
(Ita Portugal)