sábado, 15 de janeiro de 2011

ARQUITETANDO COM THELMA - COMO ORGANIZAR SUAS FOTOGRAFIAS

PERGUNTA POR E-MAIL DE RITA CANCIO:
" - Acompanho seu blog tem algum tempo, gosto da diversidade dos assuntos. Gostaria que você me enviasse algumas dicas de como organizo minha história com as fotos que tenho. Não quero apenas deixa-las em album... Me ajude... Beijinhos - "
RESPOSTA:
Tenho um espaço lá em casa,  onde exponho as fotos da família, afinal, como diz você, elas testumunharam fatos do nosso passado. As fotografias são inspiradoras mesmo em álbuns, livros e revistas. Na decoração, além dessa elas valorizam o local em que são colocadas e também são valorizadas por outros objetos decorativos, como aparadores, vasos e papéis de parede. O tema da fotografia varia de acordo com o ambiente.
Em escritórios e locais de estudo, fotos de paisagens são muito usadas. Em quartos de meninos, fotos grandes de esportes, como natação e tênis, costumam cair bem. Já as meninas adolescentes preferem fotos de si, geralmente em preto e branco. Enquanto os casais jovens gostam de mostrar as fotos do casamento ou feitas em estúdio, mas sempre na parte íntima da casa, como quarto e escritório, e os casais mais velhos têm preferência pelas galerias que contam a trajetória de cada um, com fotos de várias épocas.
Tem uma técnica conhecida como scrapbooking, que é a arte de unir foto com texto, é um ótimo jeito de guardar recordações. Existem papelarias onde é possível fazer cursos e comprar os acessórios para a montagem do álbum.
Que tal pintar uma parede da casa, como a do corredor por exemplo, com uma tinta que atrai magneto. Para não ficar colando as fotos com ímãs, a pedida é comprar em papelarias folhas adesivas de manta magnética e colá-las atrás das fotos.
Que tal montar painéis, feitos em lojas de moldura. Vale acabamento antigo ou mesmo contemporâneo. Depende do gosto de cada um. Ou então pregar as fotos na parede, em molduras individuais com formatos diferentes.
Vale apena colocar as fotos emolduradas apoiadas em uma prateleira.
As fotos podem ser usadas também na vertical, principalmente em quartos e halls de entrada, quando colocadas sobre aparadores, não precisam ficar no centro, podem ser postas em uma das laterais, com um vaso, por exemplo, na outra extremidade, para equilibrar. Não há regras fixas no posicionamento das fotos. O importante, é a harmonia e o equilíbrio.
Procure fotografias artísticas em galerias especializadas ou compre diretamente com o fotógrafo. Recorra ao passe-partout para igualar as medidas das molduras de fotos de tamanhos diferentes. Reunir fotos em um painel metálico, presas com ímãs, é uma boa idéia para quartos de adolescentes.
A fotografia está com tudo na decoração atualmente, principalmente em living-rooms e escritórios. Pode ser colocada na parede ou sobre um aparador. O interessante é deixar a fotografia inserida num contexto. Então: Combine a foto com o fundo e tome cuidado para que ela não seja desvalorizada. Se, o local tem papel de parede com estampa colorida, uma foto em preto e branco terá o devido destaque. Se vai colocar as fotos na parede, não erre nas proporções, faça primeiro a montagem no chão para ver como fica e deixe as fotos a pelo menos 30 centímetros do encosto das cadeiras ou sofa (se houverem), para evitar que, quem sentar no sofá, bata a cabeça nas molduras.
Fotos artísticas são sempre bem-vindas na decoração, custam menos do que uma tela e dão um ar contemporâneo ao ambiente.
P.S.: Continue acompanhando meu blog.... Boa sorte! - "

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

VAMOS CONHECER O APARTAMENTO DE ROLAND EMMERICH

Este projeto de decoração foi destaque no New York Times e é um exemplo de criatividade.
A fachada do prédio onde fica o apartamento de Roland Emmerich, cineasta alemão nascido em 1955. Ele realizou algumas obras que você deve lembrar, como: Godzilla, Independence Day, Soldado Universal e A Caça aos Fantasmas dentre muitos outros.

Hall de entrada do prédio

Hall de entrada do apartamento

Detalhe da cama da suite do casal


Detalhe parede do escritório

Estar íntimo

Sala de estar

A mesa do escritório foi feita a partir de uma asa de um avião da Segunda Guerra Mundial.


Lareira

Na sala de jantar, uma mesa que é composta de um míssil do Iraque.

Sob a escada uma estátua de cera de tamanho natural do Papa João Paulo II.

Piso com detalhes em vidro, a cadeira deste terraço foi feita com metais de uma petrolífera da Shell, por crianças de Gana.
  
Pesquisa feita no site: paulooliveira.wordpress.com (não consta o(s) nome(s) dos decoradores).

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

VAMOS ATÉ A COLINA SAGRADA?!! HOJE É DIA DA LAVAGEM DO BONFIM

Hoje é a segunda quinta-feira do ano de 2011, então, vamos vestir  branco e participar da Lavagem do Bonfim, o maior rito de fé na minha cidade (Salvador/Bahia - Brasil). Nas escadarias da Igreja do Bonfim vamos fazer orações, e purificar o espirito ao recebermos no corpo um pouco daquela água de cheiro, preparada à base de uma mistura de ervas com perfume de alfazema, de um dos jarros de flores das muitas baianas de saia rendada e torço na cabeça.
Vamos acompanhar a procissão e pedir graças para encarar o ano que está começando. O cortejo começa ás 9:00hs da manhã, quando os tambores começam os batuques e percorre sete quilômetros. Sai da Igreja de Nossa Senhora de Conceição da Praia, no bairro do Comércio até o bairro do Bonfim. Essa tradição  completa hoje 257 anos.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

CASA CABANA DE FARDOS DE PALHA

Executada por Carol Atkinson no Reino Unido, a casa cabana construída com fardos de palha, além de usar a palha como material sustentável, ela utilizou também outros materiais renováveis, gera sua própria energia com micro turbinas eólicas, painéis solares e outras soluções ecológicas.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

CADEIRA-RAMPA (ARQUITETO SERGIO BERNARDES)

A cadeira era para o arquiteto e designer Sergio Bernardes, um objeto melancólico. Porque desocupada, parecia estar sempre à espera de alguém para completá-la. Ele se compadeceu dessa forma à espera de complemento e decidiu desenhar uma cadeira que formasse um objeto pleno, mesmo quando vaga.Assim nasceu a Cadeira-Rampa.
Composta de dois cilindros de espuma, um no local do assento e outro na posição de encosto. Solidarizados por estrutura lateral de madeira e um tripé que fecha a estrutura. Uma “rampa”, com recheio de material sintético e revestimento de tecido, fica esticada, por molas, nos limites dos dois cilindros, qual esteira de trator. A rampa cede apenas quando alguém senta, compondo uma confortável poltrona que, além de fornecer apoio no assento e nas costas, dá sustentação à toda extensão da coluna vertebral. Esse móvel foi comercializado pelo próprio escritório do arquiteto, com boa aceitação. Sucesso mais que justo para um objeto que é a um só tempo original, confortável, bonito e surpreendente.”
Pesquisa feita na internet.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

POSTOS DE SALVAMENTO - PRAIAS DO LEBLON/IPANEMA E COPACABANA - RIO DE JANEIRO (BRASIL)

Quando do alargamento da avenida que circunda o mar (Rio de Janeiro _ Brasil, década de 1970), o calçadão dos prédios se estendeu até a antiga calçada junto à areia, veio então a calhar o projeto e idéia original do arquiteto Sergio Bernardes para os Postos de Salvamento (ano de 1976) das praias do Leblon, Ipanema e Copacabana. Com forte caratér artístico, os postos foram projetados com o intuito de fazer uma arquitetura sem presença, integrando e refletindo a paisagem. Dispunham de banheiros e um chuveiro público sob o deck.
“Devido ao número de postos, para que não se torne um obstáculo visual, procurou-se dar a eles uma presença não ostensiva, leve, por se dizer “transparente” para que não sejam sentidos de maneira incômoda. No entanto, a forma final foi determinada pela observância correta das funções específicas do posto. O material indicado, tubos estruturais de alumínio e fechamentos de fibra de vidro espelhada anulam a ostensividade do equipamento”

Pesquisa feita na internet.

domingo, 9 de janeiro de 2011

ESSAS RECORDAÇÕES ME MATAM....

Esta subida da Praça Castro Alves que desemboca na Rua Chile, é um dos locais que mais marcam minha memória visual e afetiva como soteropolitana.Tenho boas lembranças de quando minha mãe, avó e tia, compravam roupas na Rua Chile, especialmente na Sloper, sem esquecer da "A Moda".  Passeavamos por essas calçadas tranquilas e impunes do cansaço que era a maratona das tardes quentes de compras em Salvador.

SEMANA COM DANUSA

Um quintal
 (Danusa Leão)

Quando uma pessoa começa a melhorar de vida, pensa logo em comprar uma boa casa. E o que é uma boa casa? É preciso um jardim e uma piscina, imaginam os pais. Eles querem para as crianças uma infância saudável, com confortos que nunca tiveram, mas não pensam no principal: um quintal.

Um quintal não precisa ser grande, e o chão deve ser de terra batida. Nele deve haver algumas árvores que não pareçam ter sido plantadas, mas sempre existido. Um abacateiro e uma goiabeira, de goiaba vermelha, são fundamentais. No fundo, um galinheiro tosco, com uma porta quebrada, para que as três ou quatro galinhas possam correr quando alguém quiser pegá-las. Nenhum computador levará uma criança ao deslumbramento que ela terá ao encontrar um ovo e segurá-lo, ainda quentinho. É o mistério da vida nas mãos dela, mais absoluto e mais simples do que qualquer livro de filosofia.

Um dia, a cozinheira avisa que vai matar uma galinha para o molho pardo. Os meninos pedem para ver a cena trágica; a mãe não quer, mas a empregada, acostumada, com o facão na mão, facilita. Se a galinha tiver dentro da barriga aquele monte de ovinhos, aí a lição de morte - e de vida – será ainda mais completa. E mais lições serão aprendidas quando alguém sugerir fazer uma peteca com as penas mais duras e algumas palhas de milho. Mas será que alguém sabe do que estou falando?

Voltando: esse quintal deve ser meio abandonado, mas muito limpo; duas vezes por dia a empregada, cantando bem alto, dá uma varrida. É importante também que haja um tanque para lavar o pé de alguma criança quando ela pisar descalça numa porcaria, e um varal com pregadores de roupa de madeira. Nesse lugar, não vai ter horta nem pomar organizado. Em compensação, é bom que exista do outro lado do muro uma enorme mangueira para que se possa praticar o melhor crime do mundo: roubar as frutas do vizinho. Nos fundos de um quintal, deve haver também uma touceira de bananeiras ou bambus e, claro, um adulto dizendo sempre para tomar cuidado, pois ali pode ter uma cobra.

Não há infância que se preze sem medo de cobra. Quando as goiabas começam a crescer, fica todo mundo de olho até a primeira delas estar no ponto para ser arrancada e mordida ali mesmo, sem lavar. E que sensação terrível quando se vê o bicho da goiaba se mexendo. Aí, sem que ninguém precise dizer nada, você começa a aprender que a vida é assim: ou se compra uma goiaba bonita, mas sem gosto, ou se espera com paciência ela amadurecer no pé até desfrutar o supremo prazer de dar aquela dentada - com direito a bicho e tudo.

Mas o tempo voa. De repente você se sente só, abre o caderno de telefones e percebe sua pouca afinidade com os nomes que estão lá, que tem vivido uma vida que não tem nada a ver e começa a procurar um sentido para as coisas.

Não encontra resposta, claro, mas um dia está no trânsito, vê um terreno baldio, se lembra daquele quintal no qual não pensa há anos e percebe que essa é a lembrança mais importante e mais feliz de sua vida.

E passa a olhar o mundo com a superioridade de quem tem um tesouro guardado dentro do peito, mas ninguém sabe.
Danuza Leão (1933) é jornalista, colunista e escritora brasileira. Autora de livros como Na sala com Danuza, As aparências enganam e Quase Tudo.