segunda-feira, 16 de julho de 2018

Especies e dicas para cultivos de plantas nos interiores

Plantas e espécies vegetais são excelentes elementos para compor a arquitetura e espaços construídos. Entretanto, quando se trata de ambientes internos – áreas que geralmente recebem menor quantidade de luz e ventilação natural – certas espécies apresentam resistência à adaptação.
Por isso, ao pensar em espécies vegetais para interiores - casa, apartamento ou espaço comercial - algumas espécies são mais indicadas e se adaptam melhor. Veja abaixo, espécies com boa adaptação a ambientes internos.




Cróton (Croton lawianus)
Características: Com folhagens grandes e coloridas e variação de tons – do verde e amarelo ao vermelho e roxo – esta espécie arbustiva chama a atenção por suas brilhantes folhas e longo tempo de vida.
Cuidados: Necessita receber longas exposições de luz solar e por esse motivo é indicada para interiores que recebem iluminação abrangente e que sejam posicionadas ao lado de janelas. Vale ressaltar que esta espécie não se adapta a ambientes com baixas temperaturas e/ou com a presença de ar condicionado, adaptando-se melhor a ambientes com temperaturas mais altas.
Podendo alcançar de 2 a 3 metros de altura, permite que galhos e ramos sejam podados e replantados. Indica-se que o solo seja mantido sempre úmido, mas sem encharque. Ao manipular a planta na troca de vasos ou mesmo durante a manutenção, utilize luvas, dado que a seiva desta contém propriedades tóxicas e pode causar irritações à pele.


Comigo-ninguém-pode (Dieffenbachia amoena)
Características: Como uma das plantas mais utilizadas nos interiores de residências e apartamentos, a espécie arbustiva é perene e cresce até 50 centímetros de altura. Com veios brancos sob a folhagem, produz flores durante o verão e primavera. Sensível a baixas temperaturas, é indicada a regiões de clima tropical e subtropical.

Cuidados: Tem boa adaptação aos ambientes com luminosidade intermediária, mas indica-se que seja posicionada perto de janelas e locais que recebam luz natural. Para se desenvolver, necessita de umidade, portanto, regue-a diariamente, mas não deixe que o solo fique demasiadamente encharcado.
Com grande concentração de oxalato de cálcio, substância química que caso ingerido gera efeitos tóxicos ao organismo, como asfixia, por exemplo, é imprescindível que seja mantida longe do alcance de crianças e animais.




Maranta-riscada (Calathea ornata)
Características: Perene, robusta e com folhagem ornamental em tons avermelhados na fase adulta, esta espécie pode atingir entre 30 e 90 centímetros de altura e a formação de flores ocorre em locais com alta umidade. Possui sensibilidade a ambientes frios ou com ar condicionado.
Cuidados: Mantenha-as à meia-sombra, sempre úmidas. Quando novas, as folhas são tóxicas, assim, indica-se o uso de luvas de jardinagem para manutenção. Se podadas, as folhas apresentam rápida multiplicação.

Renda-portuguesa (Davallia fejeensis)
Características: Como uma samambaia originária das ilhas Fiji e Austrália, esta espécie cresce de 20 a 40 centímetros de altura. As folhas são frágeis e crescem no sentido inferior, portanto, deve ser disposta em locais elevados.
Cuidados: A espécie precisa de terra rica em matéria orgânica, deve posicionada em locais iluminados por luz difusa, dado que não tolera a iluminação solar direta.
Durante o inverno, as folhas tendem a cair, permanecendo apenas as ramificações. Se não caírem, é recomendado que sejam podadas para permitir o crescimento de nova folhagem.




Samambaia-paulista ou Samambaia-de-metro (Nephrolepis spp.)
Características: Espécie mais cultivada no território brasileiro, detém as mesmas características de folhagem da anterior. Não se adapta às regiões frias, preferindo o clima tropical.
Cuidados: Há uma variação no tamanho das folhas que devem ser podadas, tratadas com adubagem e posicionadas em locais bem iluminados naturalmente, mas, livre de insolação direta. A terra utilizada deve estar sempre úmida e rica em matéria orgânica. Podem ser plantadas tanto em vasos suspensos no forro ou afixados às superfícies das paredes.


OkiZamioculca (Zamioculcas zamiifolia)
Características: Cada vez mais adotada em ambientes internos, esta espécie suporta condições de baixa luminosidade e manutenção.
Cuidados: Se colocada em locais com maior incidência de luz, é recomendado que a planta receba maior quantidade d’água. Se regadas excessivamente, podem apresentar amarelamento nas folhas. Estas devem ser limpas com frequência com mangueira ou pano úmido para retirar impurezas e manter o brilho. Não se esqueça de retirar os ramos mortos ou apodrecidos, evitando a contaminação dos demais.

Véu-de-noiva (Gibasis pellucida)
Características: Minúsculas flores brancas sobre a folhagem, é uma planta pendente de rápido crescimento, o que faz com que seja necessário podá-las constantemente. O plantio deve ocorrer em vasos pendentes ou presos a parede.
Cuidados: Por não suportar baixas temperaturas, deve ser cultivada em ambientes aquecidos ou que recebam luz natural à meia-sombra. Se colocadas em ambientes mal iluminados, provavelmente suas folhas cairão e perderão coloração. Mantenha o substrato sempre úmido, com regas regulares.



Jibóia (Epipremnum pinnatum)

Características: De folhagem ornamental, perene e semi-herbácea é típica das regiões temperadas, por isso, adaptam-se melhor a baixas temperaturas.
Cuidados: Em ambientes internos, costumam ser apoiadas em suportes de xaxim, a pleno sol ou à meia-sombra.




Lança de São Jorge (Sansevieria cylindrica)
Características: Com suas marcantes folhas verticais em formato cilíndrico, é ideal para ambientes interno dado sua alta durabilidade e tempo de vida.
Cuidados: Para aqueles que preferem espécies que exigem pouca manutenção, é a ideal, uma vez que necessita ser regada apenas uma vez a cada 15 dias e não necessita de podas. Importante ressaltar que durante a rega, a água deve ser despejada sobre a terra e não sobre as folhas.

Palmeira-ráfia (Rhapis excelsa)
Características: Originária do continente asiático, possui esbeltos caules, se aos bambus.
Cuidados: De crescimento lento, deve ser cultivada à meia-sombra e regada semanalmente, sem encharques exagerados sob a terra. Folhas secas ou queimadas devem ser retiradas e necessita de limpeza sobre as mesmas, através de borrifadas d’água pela retirada de impurezas.

Palmeira-leque (Licuala grandis)
Características: Ideal para climas tropicais, esta espécie monocaule apresenta várias folhagens que assemelham-se a um leque.

Cuidados: Indica-se que seja posicionada perto de janelas ou varandas, mas que não receba luz natural direta. Deve ser regada constantemente, em torno de 4 vezes por semana, além de receber borrifadas d’água nas folhas.



Bambu Mosso (Phyllostachys Pubescens)

Características: Sua forma, seu nome significa bambu peludo. A função dos “pêlos” vegetais dessa espécie é protegê-la contra o ataque de pragas.
Cuidados: Suas folhas e hastes apresentam coloração verde vibrante e podem atingir até 15 metros de altura e 15 centímetros de diâmetro, portanto, indica-se que receba podas frequentes.
Diferente das outras espécies de bambu, pode ser plantada em vasos, desde que respeitado um afastamento entre os caules.

Suculentas
Características: Plantas que apresentam raízes e folhas engrossadas, de modo a permitir maior armazenamento de água durante períodos prolongados, apresentam fácil manutenção.
Cuidados: Caso as folhas comecem a murchar, aumente a quantidade de água; se as mesmas começarem a apodrecer, diminua a quantidade durante a rega. Caso percam folhas, possivelmente estão recebendo pouca quantidade de luz natural; nesse caso, indica-se que sejam expostas ao sol durante cerca de quatro horas por dia.

https://www.archdaily.com.br

domingo, 15 de julho de 2018

"O Nome das Coisas" - Sophia de Mello Breyner Andresen

A Forma Justa

Sei que seria possível construir o mundo justo 
As cidades poderiam ser claras e lavadas 
Pelo canto dos espaços e das fontes 
O céu o mar e a terra estão prontos 
A saciar a nossa fome do terrestre 
A terra onde estamos — se ninguém atraiçoasse — proporia 
Cada dia a cada um a liberdade e o reino 
— Na concha na flor no homem e no fruto 
Se nada adoecer a própria forma é justa 
E no todo se integra como palavra em verso 
Sei que seria possível construir a forma justa 
De uma cidade humana que fosse 
Fiel à perfeição do universo

Por isso recomeço sem cessar a partir da página em branco 
E este é meu ofício de poeta para a reconstrução do mundo



sábado, 14 de julho de 2018

ARQUITETANDO COM THELMA: CAMA DE FERRO!

Cara Ana Villar, se você ama cama de ferro forjado, e quer inspiração para mandar confeccionar a sua, de preferência com a cabeceira alta, 
veja abaixo as fotos e seja feliz! .











sexta-feira, 13 de julho de 2018

Expansão do V&A Museum (Londres)

Concluído ano passado, o pátio público de porcelana desenhado pelo escritório AL_A para a expansão do V&A Museum em Londres é o maior projeto de restauração do famoso museu em mais de um século. O AL_A também foi responsável pelo projeto de uma nova colunata e uma galeira de planta livre. O projeto conecta o pátio aos edifícios adjacentes, proporcionando ao museu uma sequência mais simplificada de espaços expositivos. 
A maior parte do projeto fica abaixo do novo pátio, pavimentado com 11.000 placas de porcelanato feitas à mão, destacados por pastilhas de vidro de diferentes tons. Quinze padrões lineares diferentes ornam as placas que cobrem o Sackler Courtyard de 1.200 metros quadrados. O padrão deliberado das placas deriva do desenho das treliças que suportam o espaço abaixo do pátio. A cobertura do café e da loja que emergem do solo é coberta por outras 4.300 placas.



























www.archdaily.com

quinta-feira, 12 de julho de 2018

CONHEÇA O APARTAMENTO DA ATRIZ PALOMA BERNARDI


Após deixar São Paulo para se mudar para o Rio de Janeiro a trabalho, a atriz Paloma Bernardi reformou seu apê de 90 m² na Barra da Tijuca, a fim de ter um espaço aconchegante para estudar suas cenas da novela e também para receber com conforto a família e os amigos que ficaram na sua cidade natal. O projeto dos arquitetos Bernardo Felippe Gaudie-Ley e Tânia Maria Sacolito Braida, do escritório Beta Arquitetura, conseguiu atender aos pedidos de Paloma com móvel multifuncional e decoração que mistura elementos do estilo industrial e toques de cor.

Para driblar a metragem reduzida, foi instalada uma ilha multifuncional, que serve tanto de apoio, como mesa de refeições. Outro pedido de Paloma foi esconder a viga que separa a sala da cozinha, que a incomodava. A solução proposta foi escondê-la com gesso e iluminação
Os revestimentos usados no projeto brincam com o estilo industrial. Todo o chão do apartamento recebeu porcelanato que imita o concreto. Na cozinha, tijolinhos brancos. Na sala, os tijolos que revestem a parede-chave do ambiente têm aspecto mais rústico, ideal para destacar a composição de quadros. Uma das paredes do imóvel é revestida com tinta de efeito quadro negro/

Para reforçar a jovialidade, a decoração ganhou muitas cores. Na cozinha, os armários são amarelos, o liquidificador é vermelho e as cadeiras receberam laca roxa. A área social também é vibrante, com quadros e móveis coloridos, que ficam ainda mais destacados no ambiente neutro.


A parede-chave do ambiente ganhou revestimento de tijolinhos rústicos, que destacou a composição de quadros coloridos. O sofá de cor neutra também ajuda a destacar outros itens coloridos do ambiente, como a mesa lateral e a luminária. Poltrona colorida e mesa de centro. Almofadas e objetos de decoração.


A cozinha pinça algumas referências do estilo industrial, como o revestimento de tijolinhos, o piso e os pendentes. As cadeiras da mesa de jantar revestidas com laca roxa. Destaque para a bancada e marcenaria. 




 

quarta-feira, 11 de julho de 2018

Uma boa ideia:

É agregar várias funções na escada. 
Gavetas e nichos em compensado naval que servem de guarda-corpo.


terça-feira, 10 de julho de 2018

PORÃO DE UMA ANTIGA CASA DE FARINHA VIRA ESCRITÓRIO E MORADA - MINNEAPÓLIS (EUA)

O casal de designers gráficos Will Hopkins e Mary K. Bauman comprou um local para morar e instalar o escritório em Minneapolis (EUA) no porão de uma antiga fábrica de farinha. A reforma ficou a cargo do arquiteto Geoffrey Warner, que não tocou na estrutura, composta de vigas e colunas metálicas e de madeira. Os dois acessos de cada unidade foram mantidos, por isso há quatro entradas para o loft (duas externas e duas internas) – o que funciona bem para receber clientes, por exemplo.
PLANTA BAIXA



O belo arco na fachada



Situado abaixo do nível da rua, o loft tem um pátio externo interligado a uma praça pública. Esta é uma das quatro entradas do apartamento.

Aberta, a passagem da sala para o escritório aproveita melhor a luz natural. O teto, antes forrado com compensado, ficou mais interessante com a aplicação do drywall abaulado





Separada da ala dedicada ao home office pela sala e pela cozinha, recebe luz natural apenas pelo vitrô acima da cama. “Abrir mais janelas implicaria mexer demais na estrutura”, diz Mary. “Optamos por não fazer isso e contratar um bom lighting designer para que nossa casa não ficasse parecendo uma caverna.” Segundo ela, funcionou: “A luz aqui é ótima em todas as horas do dia, qualquer que seja o tempo lá fora”, atesta.


Necessária para organizar os livros de referência do casal, está próxima ao escritório, que tem seis estações de trabalho e uma sala de plotagem.


Instalada numa espécie de caixa montada com painéis de madeira, ela ocupa a porção central do loft. “As paredes disfarçam algumas colunas e embutem dutos de ventilação, aquecimento e ar condicionado”, explica o arquiteto. “Além disso, numa área tão ampla, o cubo ajuda a definir os espaços dos cômodos ao redor”, afirma.


Todo integrado, o espaço se beneficia da luz natural que entra principalmente pelo arco. Spots embutidos no forro de drywall ou nos trilhos metálicos e pendentes completam a iluminação.

Alocada no centro do loft e longe de janelas, a cozinha (composta de uma bancada e uma ilha com apoio para refeições) ganhou duas coifas para garantir a boa exaustão dos ambientes


Irregular, as paredes de pedra e tijolo aparente conservam o aspecto original da construção de 1879. A porta pivotante dá acesso à suíte do casal.


Com 45 cm de altura, a plataforma de madeira abriga a sala de TV. “O piso elevado delimita melhor esse ambiente e faz com que seja possível avistar o rio lá fora”, diz o arquiteto.

Fonte:
guiadaarquitetura.blogspot.com

segunda-feira, 9 de julho de 2018