segunda-feira, 18 de junho de 2018

A mão que balança a rede!

Já dizia Câmara Cascudo que não dá nem para comparar a rede com a cama: 
“O leito obriga-nos a tomar seu costume, ajeitando-se nele, procurando o repouso numa sucessão de posições. A rede não: ela toma o nosso feitio, contamina-se com os nossos hábitos e repete, dócil e macia, a forma do nosso corpo. 
Do jeito que a gente deita ela se molda.”
Amo uma boa e larga rede, mesmo sendo usada só nos meus momentos de descanso e deleite, ela  lembra o gesto de ninar, o colo, o aconchego.












domingo, 17 de junho de 2018

O gol da ressurreição - Armando Nogueira.

Se, por milagre dos deuses, o velho Nenem Prancha tivesse descido à terra brasileira, nos últimos dias deste ano penoso, certamente que o inefável filósofo do futebol estaria, hoje, tornando aos céus pra lá de contente. Ele teria visto o galante Rai empolgar a multidão do estádio com esplendor de seu futebol: Rai pintou um arco-íris no horizonte do Morumbi. Nenem Prancha teria visto, ainda, o Maracanã todo prosa, olhos fitos nos cabelos brancos de Júnior, que, à beira dos 40 anos, anda jogando o futebol de príncipe com que sonham todas as bolas deste mundo: cada fio de cabelo branco é um passe certo que Júnior deu na vida.

Viveu, enfim o futebol um desfecho de temporada realmente memorável em que nada faltou nas grandes decisões: jogos vistosos, lealdade na luta, ânimo ofensivo, dribles insolentes, passes comoventes e gols da melhor invenção brasileira: gols de sem-pulo, gol de cabeça, gol de tabelinha, e até o sempre querido gol sem-querer. Só não se fez mesmo foi gol de bicicleta: e não se fez porque, como é público e notório, a Casa do Pedro tinha acabado de vender toda a frota nacional ao Ministério da Saúde.

Só não se fez gol de bicicleta porque o Ministério da Saúde tinha comprado todas

E pensar que terminou assim, triunfalmente, um ano que transcorria debaixo do mais alarmante baixo astral. Em dado momento, cheguei a temer pela sorte do futebol, tal a degradação a que a estupidez humana estava arrastando os valores do jogo mais apaixonante do mundo. A falta de ética que afeta a vida pública brasileira invadiu os estádios, subvertendo todos os códigos de conduta dentro e fora do campo. Em vez do drible, um pontapé; em vez de um passe, um cachação. Era a lei da selva escancarando a pusilanimidade dos árbitros que faziam vista grossa ao vasto repertório de anti-jogo, que vai da cera despudorada à brutalidade mais gratuita. A desfaçatez da arbitragem era mais revoltante ainda porque coincidia com a última palavra de ordem da FIFA, que mandava punir, com expulsão, a rasteira, o pontapé traiçoeiro e outros golpes desleais que ferem fundo a essência do futebol.

Lá em cima, as arquibancadas iam ficando cada dia mais desertas: nem as bandeiras que tanto enfeitam o estádio, nem mais a singela coreografia das torcidas, aquecendo o espetáculo e enriquecendo a trilha sonora de cada gol com o seu canto festivo.

Foi naqueles dias amargos que baixou em mim, certa vez, um tremendo acesso de melancolia. Que diabo, eu venho de outras eras. Sou dos tempos em que o futebol brasileiro sabia refinar sua técnica, elevando-a às culminâncias da arte: o drible era poesia, o passe era prosa, o chute era êxtase e o gol, delírio pleno.

Sitiado de tristeza, eu me perguntava sem eco: terá sido em vão aquele drible à direita que Garrincha inventou e que nos deu de mão beijada como herança maior?


E a "folha seca" com a qual mestre Didi decretou o outono de tantos goleiros pelos campos afora? E o milagre de Pelé, cujos gols - como eu já disse - eram tramados na véspera, pois, matreiro como ninguém, ele trazia de casa as traves e a bola do jogo...

Belas tardes em que a bola solar de Gérson, Tostão e Rivelino espalhava contentamento pelos campos mexicanos no mundial de 70. Eu tinha orgulho de chorar em público as lágrimas de alegria que não eram só minhas porque de todos nós, irmãos gêmeos de Carlos Alberto, de Jairzinho e Clodoaldo. Até hoje, eles dão a volta olímpica no Azteca da minha infinita saudade.

Bem-vindo sejas, doce Nenem Prancha, tu que me ensinaste a decifrar os mistérios da linha de fundo, fosse nos pés de Tesourinha, fosse nos pés de Garrincha ou de Julinho: tu que me mostraste, pela primeira vez, onde luzia o talento de Heleno de Freitas e a chispa certeira de Ademir Menezes. Tu que tanto louvavas com olhar reverente a majestade de Nilton Santos.

Faz de conta que estivesse aqui conosco, assistindo às esplêndidas finais do futebol brasileiro, no ocaso deste ano.

E, como sei quanto estimas o esporte da nossa paixão comum, com certeza não deixarás de contar aos nossos saudosos amigos, aí de cima, que o infante Elivelton fez, contra os tchecos, em Goiás, o que há de ficar na memória dos olhos como o gol do ano. Ele driblou uma fila de três e mais teria driblado se mais houvesse em seu vertiginoso caminho. À entrada da grande área, destampou o garoto um chute digno dos tempos venturosos da seleção. Um gol que transcendeu as malhas da rede para consagrar-se como um símbolo- o símbolo, quem sabe, da ressurreição do futebol brasileiro.

sábado, 16 de junho de 2018

ARQUITETANDO COM THELMA: QUARTOS COM DUAS CAMAS!

O quarto é um dos ambientes mais importantes da casa, seja o do casal ou dos filhos já crescidos, como é o seu caso Bernadete Silvestre, porque é onde se relaxa, se dorme e  se recarrega as energias. Uma decoração agradável e aconchegante é fundamental.







sexta-feira, 15 de junho de 2018

I Bienal Internacional de Educação em Arquitetura para Infância e Juventude - projeto Casa da Árvore e Observatório de Pássaros



O projeto Casa da Árvore e Observatório de Pássaros, resultado da parceria firmada entre o Museu da Casa Brasileira (MCB), instituição da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, e a EMEI Dona Leopoldina é o único representante do Brasil na Ludantia – I Bienal Internacional de Educação em Arquitetura para Infância e Juventude, que acontece até 17 de junho, em Pontevedra, na Espanha.

Resultado de uma parceria de três anos entre o Educativo do MCB e a escola, a construção da Casa da Árvore e Observatório de Pássaros mobilizou o Núcleo Técnico do Museu na elaboração do projeto, que colaborou no detalhamento e incorporação de elementos da casa brasileira à proposta, inaugurada em 2017.

“A equipe do MCB, junto a professores, coordenadores, pais e crianças da EMEI, trabalhou para que esse desejo pudesse se tornar realidade. A escola ganhou um excelente espaço para olhar, escutar, ler, desenhar, pesquisar, sonhar e inventar”, explica Carlos Barmak, coordenador do Educativo do MCB.

Organizada pela Asociación Ludantia Arquitectura y Educación, a Bienal reúne experiências em âmbito internacional para compartilhar, debater, experimentar e difundir projetos educativos e de investigação que atuam com o espaço (doméstico, urbano, coletivo e natural) e em que as crianças e jovens sejam protagonistas. Dos 84 inscritos de países como Argentina, Espanha, França, México, Suécia e Venezuela, a Comissão Técnica do evento selecionou somente 15 projetos educativos.

A Casa da Árvore e Observatório de Pássaros também ganhou, em 2017 o Prêmio Territórios Educativos, uma iniciativa do Instituto Tomie Ohtake, com parceria da Secretaria Municipal de Educação e patrocínio da Estácio. A ação busca reconhecer e fortalecer experiências pedagógicas que explorem oportunidades educativas do território onde a escola está inserida, integrando os saberes escolares e comunitários.

quarta-feira, 13 de junho de 2018

terça-feira, 12 de junho de 2018

Oração dos namorados

Deus Pai, fonte de Amor,
Abre nossos corações e nossas mentes
para reconhecer em Ti a origem e a meta do nosso caminho de namorados.

Jesus Cristo, 
ensina-nos a vida da fidelidade e do respeito,
mostra-nos a verdade de nossos sentimentos,
faz-nos disponíveis ao dom da vida.

Espírito Santo, fogo do amor,
acende em nós a paixão pelo Reino,
a valentia de assumir decisões grandes e responsáveis,
a sabedoria da ternura e do perdão.

Deus, Trindade do Amor,
guia os nossos passos.

Amém.