quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

MUSEU RODIN BAHIA

O Museu Rodin Bahia, situado próximo ao Corredor da Vitória, no bairro tradicional da Graça, onde mora a elite bahiana, foi a primeira unidade fora da França. Implantado num antigo palacete "Comendador Martins Catharino", que é uma das mais belas edificações tombadas pelo Patrimônio Histórico de Salvador, construído em 1912 (século XIX). Projeto de restauro e anexo, escritório Brasil Arquitetura, dos arquitetos Francisco Fanucci e Marcelo Ferraz.

No jardim à entrada, La Martyre (Rodin, 1885):

O jardim com seus caminhos em meio à vegetação tropical é o centro de encontro através da arte e da cultura. Com seu calçamento em pedra portuguêsa xadrez branco e vermelho de onde se ergue Jean de Fiènnes nu (Rodin, 1886).

À entrada do Museu a bela fachada e o amplo jardim que abriga quatro obras originais de Rodin: Jean de Fiennes (um dos componentes do famoso monumento Os Burgueses de Calais); Torso da Sombra (Torse de l’Ombre); A Mártir (La Martyre) e O Homem que anda sobre a Coluna (l’Homme qui marche à la Colomne).

A mansão de estilo eclético foi selecionado pela relativa semelhança com o Hotel Biron, local onde está instalado o Museu Rodin Paris (edificação do século XVII).

Ao nível do jardim, as instalações abriga um café e uma loja. O subsolo abriga as utilidades, as áreas dos funcionários e as áreas técnicas.

Concebido com um bloco totalmente independente, o anexo é uma caixa em concreto aparente, integrado ao antigo casarão por uma passarela de concreto protendido, suspensa a 3m do chão, Preservando a escala e a espacialidade do bem tombado, o novo edifício consegue se impor visualmente ao conjunto.

A perfeita integração dos dois blocos com diferença de idade de um século: cada um, ao seu tempo, expressando uma técnica e um modo de construir, de morar, de usufruir o espaço. Ambos com personalidade própria, envolvidos por um jardim tropical que os une.

As características originais do casarão foram mantidas. Os elementos, equipamentos de climatização e de iluminação foram introduzidos de maneira discreta em seus espaços.

Acréscida de mais um lance à escadaria existente para acesso ao sótão onde funciona a administração do Museu. Seus pavimentos principais (o 1º e o 2º pisos) serão dedicados essencialmente à exposição da coleção Rodin, e o pavimento térreo abrigará as atividades educativas e o acolhimento.

O bloco mantém uma distância da mansão e, guarda uma relação de escala com o mesmo.

O volume construído no terreno, com área similar à do Palacete, veio somar ao existente, formando um conjunto articulado para ser livremente desfrutado pelo visitante.

Tem um sistema de circulação vertical no Palacete na parte posterior da edificação, Um volume de concreto aparente encaixado no edifício histórico contendo escada e elevador liga os três pavimentos de acesso público.

A passarela externa ao caixilho e os mezaninos que o circundam oferecem diversos ângulos para a observação do que ali se expõe. No térreo e no piso superior, espaços expositivos menores, que o complementam. O núcleo central se desdobra através de um grande pano de vidro, em um pátio externo, que se integrar às áreas expositivas do conjunto.

O museu destina-se a promover a divulgação, o conhecimento, a compreensão e a apreciação da obra do renomado artista Auguste Rodin em sua dimensão universal, e interação com as matrizes estéticas brasileiras. Esse será o eixo a partir do qual a instituição atuará no incentivo ao desenvolvimento das artes no Estado - notadamente a escultura.

Tudo começou quando o diretor do museu Rodin Paris, veio conhecer Salvador e se apaixonou pela cidade, impressionado pela vitalidade da diversidade cultural. Em 2002 foi firmado o acordo entre o Ministério da Cultura e Comunicação da França e o governo do Estado da Bahia para a implantação do Museu Rodin Bahia. Os projetos pedagógicos constituí uma das principais prioridades de ação do museu. Dando aos jovens acesso a uma educação artística de cunho holístico e prazeroso. São oferecidos cursos, palestras, proposições de jogos educativos e visitas guiadas. O site do museu - www.rodinbahia.com.br - outra poderosa ferramenta educacional e de intercâmbio entre a instituição e seu público.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Banheiros em Preto x Branco ou vice versa!

Arrojado e contemporâneo, em preto e branco ou branco e preto, 
mostro aqui a evolução dos materiais dos banheiros:













domingo, 11 de fevereiro de 2018

Minha preferida do Renato Russo

De tarde quero descansar, chegar até a praia e ver
Se o vento ainda está forte
E vai ser bom subir nas pedras
Sei que faço isso para esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando tudo embora

Agora está tão longe
Vê, a linha do horizonte me distrai:
Dos nossos planos é que tenho mais saudade,
Quando olhávamos juntos na mesma direção

Aonde está você agora
Além de aqui dentro de mim?

Agimos certo sem querer
Foi só o tempo que errou
Vai ser difícil sem você
Porque você está comigo o tempo todo

Quando vejo o mar
Existe algo que diz:
- A vida continua e se entregar é uma bobagem

Já que você não está aqui,
O que posso fazer é cuidar de mim
Quero ser feliz ao menos
Lembra que o plano era ficarmos bem?

- Ei, olha só o que eu achei: cavalos-marinhos
Sei que faço isso para esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando tudo embora


sábado, 10 de fevereiro de 2018

ARQUITETANDO COM THELMA: Parede Viva!

Verinha Gonçalves, o uso de verde em áreas internas, faz com que a temperatura fique mais amena, já que a mesma transpira água, deixando o ambiente muito mais aconchegante. Mas, tem a preocupação com a falta de sol, ou clima propício, mas, existem espécies que desenvolvem muito bem, e que podem trazer muita vida para sua casa ou trabalho. Abaixo posto algumas fotos, duas dicas: se quer investir em um ambiente com parede viva, estude a fundo o assunto ou contrate um arquiteto para lhe dar toda as dicas e executar a obra. 









sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

21 carreiras que você pode seguir após se formar em arquitetura

Concluir a formação em arquitetura pode ser um processo árduo e longo, mas também muito gratificante. Apesar disso, muitos arquitetos recém-graduados ficam incertos sobre o que querem fazer ou sobre assumir a decisão de não trabalhar com projeto de arquitetura. A seguir, compilamos uma lista de 21 carreiras que você pode seguir com um diploma em arquitetura, que pode ajudar alguns a superar a difícil barreira de começar planejar a vida profissional que os aguarda.



Arquitetura: a arte ou prática de projetar e construir edifícios. Arquitetos muitas vezes discutem sobre a definição real de nossa disciplina, mas nunca conseguem realmente evitar o uso de termos amplos, provenientes de uma educação fantasticamente ampla. Não é de surpreender, então, que seja assustadora a tarefa de descobrir que tipo de arquiteto você quer ser. Abaixo, uma lista de 7 caminhos na arquitetura para você considerar:

1. Paisagismo
Projetar paisagens, incluindo infra-estrutura, áreas públicas, agricultura e silvicultura, é vital para construir as redes que ligam nossos espaços urbanos e rurais, mas também, e talvez mais importante, é essencial para responder à globalização e às mudanças climáticas. Arquitetos paisagistas estão envolvidos na gestão de águas pluviais, restauração ambiental e áreas de lazer. Se você gosta de trabalhar com e no ambiente natural, este pode ser o caminho para você.

2. Planejamento urbano
Como resultado de um crescente número de pessoas se movendo para as cidades, as condições urbanas estão constantemente em um estado de fluxo. O estado dinâmico do ambiente urbano faz com que este seja um caminho empolgante a ser tomado como arquiteto, abrangendo tudo, desde as mudanças econômicas e demográficas até o desenvolvimento sustentável. É uma responsabilidade essencial dentro de nossa profissão, e também muito desafiadora; requer adaptabilidade e resolução de problemas em larga escala.

3. Restaurador
A herança e a história de nossas sociedades, tal como são apresentadas através da arquitetura, não são apenas belos vislumbres do passado, mas também cruciais para entender nossa cultura como disciplina. A conservação e restauração de edifícios é, inegavelmente, um desafio; é impossível agradar a todos. A mídia freqüentemente aborda o ato de restauração como um "massacre do patrimônio", apesar das soluções muitas belas e adequadas.

4. Pesquisa
Com a atual onda de design digital e constante avanço das ferramentas digitais, nossos métodos de representação e expressão estão mudando drasticamente. A tecnologia da informação teve um profundo impacto na arquitetura que está longe de se esgotar. Estas melhorias constantes são, em parte, possibilitadas pela pesquisa de arquitetos, não necessariamente voltadas ao projeto de edifícios, mas focalizando mais em como estas novas ferramentas podem melhorar nosso trabalho.

5. Projeto de iluminação
A luz tem um impacto profundo em nossa saúde mental e física. Aprofundar-se na iluminação da arquitetura implica melhorar a qualidade das nossas experiências, nossa saúde e bem-estar, e a sustentabilidade não só do ambiente natural, mas também espaços menores, como os nossos ambientes de trabalho.

6. Arquitetura política
Alguns argumentam que a arquitetura é, por natureza, política, no entanto, ser ativo nas decisões políticas de uma cidade ou país é uma história diferente. Arquitetura é mais do que apenas criar belos objetos; a disciplina tem um valor na organização da sociedade.

7. Arquitetura extrema
Com a mudança climática, fenômenos extremos, como inundações, ondas de calor e furacões serão mais recorrentes. Os ambientes extremos existentes, como desertos, tendem a se expandir devido a fenômenos como a desertificação. Especializar-se em condições climáticas extremas é, portanto, não só uma maneira fascinante para abordar o assunto, mas também um modo de se adaptar ao futuro do planeta. 
Carreiras em arte e design

Se, após a graduação, você percebe que a arquitetura não é, de fato, para você, design e arte podem ser. A arquitetura já é uma forma de design (ou talvez seja o contrário), tornando mais fácil criar links diretos entre sua educação como arquiteto e sua profissão como artista ou designer. Outra alternativa é combinar duas disciplinas, como design gráfico e arquitetura. Talvez sua paixão consista em facilitar a comunicação dos arquitetos através de gráficos!

8. Artista
Como é harmoniosa e imperativa a relação entre espaço e arte. As habilidades de raciocínio e visualização espacial que se adquire na formação em arquitetura servem perfeitamente à arte de instalação, escultura e experiências espaciais, sem a necessidade de funcionalidade inerente à maioria dos projetos de arquitetura.

9. Design industrial 
Várias empresas de arquitetura se expandiram em direção ao design industrial, devido às suas semelhanças. No entanto, o design industrial concentra-se em objetos de menor escala de produção em massa, ao contrário dos edifícios de grande escala projetados para um contexto específico. Se a perspectiva de projetar algo enorme e permanente parece intimidadora, o design industrial, com sua escala reduzida, talvez seja uma boa alternativa. 


10. Design de mobiliário
Ainda mais do que o design industrial, o design de mobiliário pode ser visto como o irmão mais novo da arquitetura. Vários arquitetos famosos fizeram contribuições significativas para o design de móveis: Charles e Ray Eames, Alvar Aalto e Arne Jacobsen, entre outros. Arquitetos contemporâneos como Zaha Hadid estão seguindo o exemplo, provando que os ambas as práticas podem ser realizadas simultaneamente.

11. Design têxtil
O design têxtil requer sensibilidade para cor, tactilidade, construção, padrões e formas, todos estes desenvolvidos durante os anos de qualquer aluno na escola de arquitetura. A relação entre "pele" e estrutura é, em alguns aspectos, ainda mais literal do que em um edifício. A alta costura também se aproxima da arquitetura em muitos aspectos, adotando algumas composições geométricas e escultóricas de edifícios contemporâneos.


12. Design gráfico
O design gráfico é inestimável quando se trata de comunicação. Fazer um curso de curta duração em design gráfico para complementar a formação em arquitetura pode abrir uma gama de possibilidades de trabalho dentro do campo, mas com tarefas voltadas aos seus interesses em comunicação.

13. Design de vídeo games
A liberdade que vem com a concepção de um mundo virtual pode ser uma das coisas mais divertidas que um arquiteto recém-formado poderia querer. Construir a arquitetura de um vídeo game é uma maneira de deixar sua imaginação vagar livremente, mas também pode acrescentar mais profundidade ao seu raciocínio espacial.

14. Fotografia
A fotografia de arquitetura está se tornando cada vez mais popular, possivelmente devido à beleza geométrica que pode emergir ao tentarmos capturar uma composição espacial dentro de uma moldura retangular. A fotografia preocupa-se mais com a estética, com o objeto e a composição naquele momento único, dentro desse quadro específico. Preocupa-se com a atmosfera fugaz, mais do que com a organização permanente de pessoas e espaços. No entanto, ainda consiste em composição, cor, ambiente e experiências.


15. Design de produção
Embora um cenário ou palco tenham escalas bastante reduzidas, a criação de cenários para teatro e cinema permite um fluxo criativo bastante rotativo. Ele não tem as mesmas exigências de um projeto de arquitetura, permitindo experiências que podem ser mais evocativas, sensuais e voltadas para a história, e fazendo uso de todos os conhecimentos e habilidades adquiridos na formação em arquitetura.

Carreiras fora do design
Se você está percorrendo esta lista e balançando a cabeça em qualquer menção de arquitetura, arte ou design, talvez esta lista final seja para você. Ela abrange seis carreiras fora do campo tradicional do design, adentrando as ciências humanas.


16. Professor
É cada vez mais frequente vermos jovens professores em em escolas de arquitetura e se você está procurando mais tempo para aprender sobre o campo antes de tomar uma decisão sobre se deseja ou não permanecer nele, dedicar-se um ano ou dois ao ensino pode ser uma boa forma de fazer isso. Ensinar é uma via de mão dupla, especialmente em uma idade tão jovem, que proporciona um excelente método para aprender com seus alunos e refletir sobre a sua visão da arquitetura. 

17. Filantropo
No passado, a arquitetura era uma profissão de cavalheiros, assumida como um empreendimento filantrópico, e não econômico. Hoje em dia, as mulheres começaram a dominar fortemente a profissão, mas felizmente o ideal filantrópico não desapareceu. A arquitetura contemporânea tem um foco necessário na sustentabilidade: ambiental, social, psicológica e econômica. O conhecimento e a consciência desses ideais podem ser convertidos em outros tipos de filantropia, se é isso que lhe interessa. Criar uma fundação sustentável para um objetivo humanitário nunca é perda de tempo.


18. Político
Como mencionado anteriormente, a arquitetura e a política são, de muitas maneiras, inerentemente ligadas. O conhecimento que as pessoas adquirem e a maneira como elas interagem com seu ambiente, o maneira como elas se organizam, o que faz com que o corpo humano e a psique se sintam confortáveis; todas essas habilidades contribuem muito para a visão de um bom político. 

19. Conservacionista
Semelhante à filantropia, a conservação do meio ambiente está se tornando um ponto focal dentro da arquitetura. Apesar de muitos esforços, nosso planeta ainda está seguindo um caminho que leva ao desastre ambiental. Usar seu conhecimento de organização espacial para desenvolver um método de conservação ambiental não é apenas intelectualmente estimulante, como também vital para a nossa sociedade.

20. Escritor
Tornar-se escritor ou jornalista pode ser uma ótima maneira colocar em prática sua formação arquitetônica; aprendemos a articular ideias usando (sobretudo) a linguagem descritiva e retórica, a fim de comunicar nossos projetos aos professores e colegas. Transformar isso em escrita, seja ficcional ou não, é outro modo de construir um mundo diferente. Apesar da impressão ser bidimensional, as histórias definitivamente não o são.

21. Empreendedor
Resolução de problemas, pensamento criativo e a arte da persuasão são três habilidades que arquitetos e empreendedores têm em comum e das quais você pode tirar vantagem. Sua experiência com conceitos abstratos e interação humana pode torná-lo um concorrente mais forte com um pensamento alternativo.

A lista acima é, naturalmente, incompleta, pois as carreiras mencionadas aqui podem ser combinadas de várias maneiras e outras vocações não mencionadas podem ser consideradas, oferecendo possibilidades virtualmente infinitas. 
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