segunda-feira, 8 de junho de 2009

VOCÊ SABIA QUE SEU CARRO QUE TEM ALGUMAS PARTES FEITAS DE PLANTA?

Que tipo de relação pode existir entre o carro que você dirige e uma planta semelhante ao abacaxi? Modelos como Fox, Gol, Astra Sedan e Pajero levam, em peças como a tampa dos porta-malas e o teto, a fibra de uma vegetação chamada curauá. Planta típica da Amazônia paraense, ela tem a aparência do ananás, mas sem espinhos. Nove modelos de quatro montadoras automobilísticas já utilizam o componente no processo de fabricação, como uma forma de reduzir o impacto no meio ambiente, uma vez que a fibra natural substitui parte da sintética, oriunda de fontes não renováveis. A Pematec Triangel, empresa pioneira no processamento da planta, diz que a ligação entre o curauá e a indústria automobilística começou em 1999, quando Karl Hirtreiter, executivo alemão da Volkswagen à época responsável pelo projeto de desenvolvimento do modelo Fox, exigiu dos fornecedores da companhia a utilização de materiais mais amigáveis ao planeta. Foram mais de três anos de pesquisas até chegar a uma peça com características satisfatórias. Depois de uma série de adequações, a questão foi solucionada, mas a fibra ainda precisava passar por uma sucessão de testes, uma vez que os carros são exportados para países com temperaturas que variam de menos de zero a mais de 40 graus Celsius. Mais de um terço dos veículos produzidos pela Volkswagen no Brasil em 2008 tem o interior revestido com a fibra. Neste ano, o volume deve aumentar de 300 mil para 500 mil carros. Outras montadoras também já estavam de olho na planta. A Mitsubishi, a General Motors e a Honda também têm modelos que usam a fibra natural.

O curauá tornou-se tão popular que a Pematec já está aplicando a vegetação em calçados, colchões, estofados e na construção civil. “O grande gargalo é a produção de mudas. Ainda não temos quantidade suficiente para aumentar o volume vendido”, diz Pasquetto. Enquanto isso, indústrias de variados setores desafiam os fornecedores a encontrar soluções tão criativas quanto às do parente do abacaxi.
Acessando ao site, tem reportagem completa e o vídeo do processo de transformação do curauá: